quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Manifesto Lusófono

A volta afetiva ao idioma

geografia lusófona

a flôr do Lácio

Camões no twitter

Museu da língua

São Paulo/Maputo/Lisboa

um trem luso percorrendo o idioma

Lobo Antunes e seu substantivo abstrato: Portugal

idioma materno

olhar sobre o mar

as caravelas fizeram inscrições na pele do mar

língua portuguesa nascida de um poema

juntos na memória lusa

mapa mundi da lusofonia

eu a ver caravelas

idioma esparramado




sábado, 8 de janeiro de 2011



Mar quente
onde moram heróis
península lusa
vento costeiro

Teu barco
desenhando a pele dos oceanos
capitaneando sorte
pra nossa pequena colossal Búzios.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Um poema pra Gerald Thomas

E eram muitos
perfilados
em cena muda

E eram todos atores
de Gerald

A cena muda berrava
na escola de bufões

todos de negro
desfilando a verve do autor

escorri lágrimas na cena
no dia de Wagner

bruto ato
bordado no sangue
da poeta

Kryca Ohana
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11 de novembro de 2010  às 15:15 

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Pequeno poema pra Denise Stoklos

Leoa loira
tingindo o negro fundo da cena

leoa mãe
com seus filhotes
na piscina da Rorô

mãe absoluta
da cena brasileira

retratos de uma memória Stoklos

kryca Ohana

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Palavra sarada 

Curar a palvra
antes do pensar
na querença volátil
da equação

Voltemos a palavra pura
aquela cujo berço é familiar
e não a que desconhecemos
no mito do labirinto

Viva o palavra sarada
explicitada no presente
e engendrada no simples

A palavra seta
conhece o alvo
pois
é íntima da intenção

Flecha sem labirintos
em linha reta
na geometria do fato de ser palavra

Cristina Ohana
terça-feira, 23 de novembro de 2010

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Tal qual Campos de Carvalho

  A palavra que deveria ser dita, no conhecido itinerário – estomago/página - voltou da pena para o meio da garganta. Encravou ali e ali ninguém tira, apesar de causar engarrafa-     mentos.
         Tenho pena dessa palavra! Necrose.
         Vamos aos fatos: as palavras e suas intenções forjam assinatura e estou exausta para doar. A autoria não me convida. Literatura surda e muda de uma incógnita poeta que passeia pelo texto a esmo.
Quem é você leitor para criticar? Quem da sua espécie divaga de braços dados com a lucidez e permanece louco?
Alguém, algum dia disse que o grande medo não é o medo da morte e sim o da loucura. Mas o louco não tem medo de loucura!
         Foi por esse motivo que pela primeira vez calei a palavra, tive pena dela. Minha palavra enlouqueceu, forjou-se no estomago impávida e no covarde dia hoje, não cumpriu seu destemido trajeto. Por trás desta não ação, quantos ações! Em superfície vejo aposentadoria, convite à esquizofrenia. Imagine minha palavra muda!
         Tento em vão cuspi-la, mas sou caixote velho mofado de folhas, toda cheia de frases. E de que adiantou pilhas e pilhas de autoria em estantes mórbidas? Várias letras em epitáfio
dourado?
         Tal qual um carvalho em campos de Walter, calo-me. É final de festa e ademais, sou búlgara de nascença.
                                                                 
                                                                 
                                              




domingo, 11 de julho de 2010

Villa Lobos


Lá vem o Villa
o Pancho
em revolução Vera Cruz
lá vem o Villa 
da vila brasil
Lá vem o Villa
e seus acordes nacionalistas
bachiando minhas dúvidas
infantilizando minhas tragédias
lá vem ele
mapeando o país 
em movimentos melódicos
e caminhos jesuítas
lá vem ele
pulsando o tupi
empunhando a bandeira indígena
lá vem ele em choro de cascata
ensinando as novas gerações
pisando rente a terra de Tupã
lá vem ele
ajeitando versos concretos
explodindo segredos de pátria
cancionando florestas
partitura única
em berço esplêndido
lá vem o Villa
fantasiado de arlequim
brincando de pique
levando-me de trem
ao estado puro 
ingenuo e
eternamente contente
de um brasileiro.